APRESENTAÇÃO E MEMÓRIAS

  Olá, me chamo Joana e curso o terceiro semestre de Licenciatura em Ciências Biológicas. Criei este blog como atividade da disciplina de Didática, a fim de que este possa servir como ferramenta de aprendizagem e, posteriormente, avaliação. 
  Pra que a gente se conheça melhor, vou contar um pouquinho da minha trajetória até aqui. Cresci em uma família de professoras e, portanto, a didática sempre foi muito presente na minha vida. Minhas tias e vó aplicavam muitos dos métodos que usavam com seus alunos, comigo também. Leitura, escrita, pintura e jogos que usassem da imaginação eram atividades muito estimuladas e, por esta razão, frequentes durante toda minha infância. 
 Por ter sido criada por meus avós, inevitavelmente acompanhei meu tios e tias  gradativamente saírem do ninho. Isso influenciou bastante meu desempenho escolar pois acabei me tornando mais independente, o que é uma qualidade bastante questionável quando me deparo com trabalhos em grupo. 
 Reflexões à parte, o que mais me lembro do colégio é que sempre fui extremamente crítica e questionava o máximo que podia e, confesso que nem todas as professoras pareciam gostar da minha curiosidade. Ás vezes ela me atrapalha, mas não posso abdicá-la nem que eu quisesse, pois é ela quem me move.
  Há uma frase, cujo autor eu desconheço, que expressa perfeitamente minha relação com o processo de aprendizagem: "eu não gosto de estudar, gosto de aprender". Para mim, curiosidade e conhecimento são coisas intimamente ligadas e que não deveriam jamais se deixar separar.
É ela quem me fez optar por Biologia. Por que o céu é azul? Como os bebês são formados? Por que a água do mar é salgada? Por que os peixes respiram embaixo d'água e a gente não consegue?
As perguntas são as mesmas de quando criança, mas agora, procuro por respostas mais satisfatórias.   Lembro de ter assistido uma entrevista de um cientista chamado Carl Sagan, por quem tenho profunda admiração, onde ele dizia que adorava visitar jardins-de-infância, pois todas as crianças (descritas por ele como intelectualmente vigorosas) faziam perguntas provocadoras e perspicazes, cientistas natos. Mas, ao lecionar para alunos do ensino médio, prestes a se formar, o público que ele encontrava era completamente diferente. Alunos desinteressados, memorizadores, copiadores, que se contentavam com as respostas prontas para as poucas perguntas que ainda faziam. Alguma coisa havia acontecido entre o jardim-de-infância e o terceiro ano. E eu consigo me recordar com muito carinho de todos os professores que tive que faziam de tudo para nos manter do jeitinho que éramos na primeira série, onde nenhuma pergunta era boba demais.
 Agora estou me preparando para fazer parte do outro lado da estória. Ainda não decidi se meu destino é lecionar ou me envolver com pesquisas, e ainda há um longo caminho a ser percorrido. Eu mesma ainda tenho muitas perguntas a fazer. Mas, de qualquer forma, quero ser alguém capaz de provocar dúvidas, reflexões, inquietações. Quero ser capaz de responder às perguntas vindas dos curiosos, mas se acaso eu me deparar com questões as quais eu também não saiba a resposta, tudo bem. Afinal, sempre carrego meu kit de "porquês" e, se a felicidade só é real quando compartilhada, por que com a curiosidade seria diferente? 

Imagem disponível em: <http://www.recadox.com.br/imagens/frases/c/recadox-com-br-em-algum-lugar-algo-incrivel-esta-esperando-para-ser-11713U7U0csO4X.jpg>. Acesso em 24/06/2018.


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